Em junho/julho de 2010 fui à
viagem da “Marcha da Vida”, na Polônia, com o colégio.
Posso dizer que, com
certeza, foi a viagem mais chocante da minha vida.
Nessa viagem visitamos
vários campos de concentração e de extermínio, utilizados durante o Holocausto.
Em alguns campos, como
Treblinka, não havia mais nada, apenas a terrível sensação que pairava no ar
por saber que 1 milhão de pessoas haviam morrido naquele lugar.
Já outros, como Majdanek,
estavam quase intactos, de um modo que podia-se ver os quartos, e podia-se
sentir a angústia e tristeza que as pessoas viviam nesse campo.
No campo de Auschwitz, era
ainda pior. Havia uma parte em que se encontrava os cabelos das pessoas, os
sapatos, as roupas das crianças. Para mim, com certeza isso foi o pior. Ver
tudo isso na minha frente, não apenas em filmes e fotos como sempre via, foi um
choque.
Enquanto estava lá vendo
tudo isso, batia uma tristeza inexplicável. Com certeza, depois de tudo isso
passei a dar mais valor para as coisas, a não reclamar por besteiras e a pensar
antes de usar expressões como, por exemplo, “estou MORRENDO de fome”, porque
ouvindo sobre o que essas pessoas passaram durante esses anos, aprendemos o que
era sofrimento verdadeiro.
Porém, depois de toda essa
parte triste, nos dirigimos a Israel, e vimos o país que foi criado para o
nosso povo, e saber que agora há um país que está sempre ai para evitar que
isso aconteça novamente, é um sentimento único! Toda a tristeza se converteu em
felicidade, mas sem nunca esquecer do que nos aconteceu.
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