terça-feira, 20 de março de 2012

Marcha da Vida - Tania Hakim


Em junho/julho de 2010 fui à viagem da “Marcha da Vida”, na Polônia, com o colégio.
Posso dizer que, com certeza, foi a viagem mais chocante da minha vida.
Nessa viagem visitamos vários campos de concentração e de extermínio, utilizados durante o Holocausto.
Em alguns campos, como Treblinka, não havia mais nada, apenas a terrível sensação que pairava no ar por saber que 1 milhão de pessoas haviam morrido naquele lugar.

Já outros, como Majdanek, estavam quase intactos, de um modo que podia-se ver os quartos, e podia-se sentir a angústia e tristeza que as pessoas viviam nesse campo.


No campo de Auschwitz, era ainda pior. Havia uma parte em que se encontrava os cabelos das pessoas, os sapatos, as roupas das crianças. Para mim, com certeza isso foi o pior. Ver tudo isso na minha frente, não apenas em filmes e fotos como sempre via, foi um choque.


Enquanto estava lá vendo tudo isso, batia uma tristeza inexplicável. Com certeza, depois de tudo isso passei a dar mais valor para as coisas, a não reclamar por besteiras e a pensar antes de usar expressões como, por exemplo, “estou MORRENDO de fome”, porque ouvindo sobre o que essas pessoas passaram durante esses anos, aprendemos o que era sofrimento verdadeiro.
Porém, depois de toda essa parte triste, nos dirigimos a Israel, e vimos o país que foi criado para o nosso povo, e saber que agora há um país que está sempre ai para evitar que isso aconteça novamente, é um sentimento único! Toda a tristeza se converteu em felicidade, mas sem nunca esquecer do que nos aconteceu.


 Juntando todos os sentimentos sentidos e todo o aprendizado dessa viagem, posso dizer que essa experiência estética com certeza marcou minha vida, me ensinando coisas e valores que, de certa maneira, sempre levarei comigo.


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