segunda-feira, 19 de março de 2012

Museu das Crianças de Israel - Por Tatiana Rosenblatt



                     Um lugar bem marcante que visitei foi o Museu das Crianças de Israel, que fica na cidade de Holon, perto de Tel Aviv. O museu conta com duas exposições: “Diálogo no Escuro” e “Convite ao Silêncio”. Tive a oportunidade de visitar ambas, em 2008, porém, vou contar somente sobre “Diálogo no Escuro”.
            Essa exposição não é uma exposição comum, em que encontramos obras de arte. O diferencial dela é que durante toda a visita, de aproximadamente uma hora e meia, ficamos totalmente no escuro. O objetivo do museu é fazer que o visitante vivencie um dia como cego. O lugar te convida a ter um momento de reflexão e de calma, pois não estamos acostumados a ficar no escuro por tanto tempo. Além disso, conta com a exploração de todos os nossos sentidos, com exceção da nossa visão.
Cada grupo que entra para visitar possui um guia que vai fornecendo instruções. Assim, ele nos aconselha a seguir andando com nossas mãos apoiadas nas paredes, pois não dá para enxergar nada. Passamos por vários ambientes, como uma feira, em que podemos tocar em todos os vegetais que estão expostos e senti-los. Passamos também por uma praça, com árvores, bicicletas, bancos, que podem ser encontrados no meio do caminho.
Também nos levam a uma sala em que sentamos no chão e simplesmente ouvimos vários tipos de música, treinando e explorando a nossa audição. Uma parte bem legal da exposição, é quando nos conduzem a uma espécie de balsa, nos fazem sentar, e sentir a experiência de “navegar” no escuro.
Para finalizar, há uma lanchonete em que é possível fazer pedidos para o garçom e sentamos, comemos e pagamos no escuro. Quando sentamos à mesa, o guia sugere um bato papo, em que podemos perguntar tudo que quisermos. E então vem a surpresa. A maioria dos guias e funcionários do local é deficiente visual e convive com esse tipo de experiência diariamente.
Essa experiência estética nos faz refletir sobre nossas vidas, em que muitas vezes reclamamos por mínimas coisas que são irrelevantes e poderiam ser facilmente resolvidas. Além disso, é possível explorar todos os nossos sentidos e ter sensações que jamais havíamos tido. Por isso, foi um lugar bem marcante para mim.






          Museu das Crianças de Israel, Holon






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