quarta-feira, 21 de março de 2012
Os Miseráveis - por Raquel Bittar
A primeira vez que assisti a um musical tinha 11 anos. Musicais sempre foram um paixão para os meus pais, que sempre iam assisti-los em diversos países, inclusive na Broadway, nos Estados Unidos, de onde as principais adaptações vieram para o Brasil.
Neste ano, de 2001, vim de Santos com a minha família para o Teatro Abril, em São Paulo. Não sabia muito bem para o que estava me preparando, ainda mais que meus pais disseram que eu poderia ficar confusa, e que se estivesse com sono, poderia dormir.
Dormir? Eu fiquei com os olhos vidrados, maravilhada. "Les Misérables", ou "Os Miseráveis" foi incrível. Foi sim um experiência que guardo no fundo do meu coração. Não é à toa que amo musicais, e já assisti quase 20 deles, dentro e fora do Brasil.
Sou encantada pelas roupas, pela cantoria, pela beleza dos atores, que fazem de qualquer fala uma nova emoção minuciosa que só acrescenta para aqueles que estão assistindo ao musical. Adoro a plateia, a antecipação, e, é claro, os "books", que guardo como recordação.
Meu segundo preferido foi "Wicked", em Nova Iorque, em 2008. Mas, um clássico não sai de minha cabeça: "O Fastasma da ópera" ainda reina no mundo todo, como o espetáculo de maior duração na Broadway, e foi lá que o assisti com meu pai. O ponto mais alto foi quando o lustre do "teatro" da peça passou por nossas cabeças.
Considero toda essa experiência como uma experiência estética, pois entrelaçou as minhas emoções com a natureza e a beleza da arte dos musicais.
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