PERIGO UMBRÁTICO?
Artur Calbucci Warchavchik
Dizer que minha experiência estética escolhida mudou minha vida é um exagero, no entanto dizer que ela modificou o modo de eu olhar uma criatura monstruosa e enigmática, porém de um certo modo bela, é a mais pura verdade.
Estava perto do Cabo da Boa Esperança, a sensação térmica deveria estar em torno de 20ºC, contudo, o que me importava era o que estava debaixo d'água. Coloquei a roupa térmica, guardei a câmera, e pulei dentro de uma gaiola. Passou-se tempo e o frio começou a me incomodar, mas quando ouvi vozes vindas do barco, sabia que era ele, sabia que ele estava vindo em minha direção. Respirei fundo e mergulhei minha cabeça no mar, de instância me senti pequeno, vulnerável, o frio tinha passado e meus olhos não desviavam daquela criatura, que de algum modo bizarro, era atraente.
Seu arsenal é extenso, 3 fileiras de dentes, 6 metros de comprimento, mais de 2 toneladas e um dos instintos assassinos mais impressionantes do mundo, ou seja, é a última coisa que alguém quer ter ao seu lado, no entanto, você esquece disso tudo e quer continuar olhando para o animal, quanto mais perto melhor, você aprende a respeitá-lo, o conhece melhor, purifica os sentidos e aniquila o preconceito que a maioria das pessoas têm.
Estava perto do Cabo da Boa Esperança, a sensação térmica deveria estar em torno de 20ºC, contudo, o que me importava era o que estava debaixo d'água. Coloquei a roupa térmica, guardei a câmera, e pulei dentro de uma gaiola. Passou-se tempo e o frio começou a me incomodar, mas quando ouvi vozes vindas do barco, sabia que era ele, sabia que ele estava vindo em minha direção. Respirei fundo e mergulhei minha cabeça no mar, de instância me senti pequeno, vulnerável, o frio tinha passado e meus olhos não desviavam daquela criatura, que de algum modo bizarro, era atraente.
Seu arsenal é extenso, 3 fileiras de dentes, 6 metros de comprimento, mais de 2 toneladas e um dos instintos assassinos mais impressionantes do mundo, ou seja, é a última coisa que alguém quer ter ao seu lado, no entanto, você esquece disso tudo e quer continuar olhando para o animal, quanto mais perto melhor, você aprende a respeitá-lo, o conhece melhor, purifica os sentidos e aniquila o preconceito que a maioria das pessoas têm.
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| Fotos de Artur Calbucci Warchavchik |


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